Projeto contempla todos os municípios com ações sociais, culturais e religiosas, além de fomento ao empreendedorismo.

Imagem: Divulgação/AD
No ano de 2023 o Instituto Brasil Futuro (IBRAF) idealizou um projeto denominado Ciclo Histórico Cultural Gospel do Amapá, com objetivo de atender cerca de 20 mil pessoas – em várias regiões do estado – promovendo a difusão da cultura gospel e a inclusão social no Estado, municipios e comunidades tradicionais e ribeirinhas, com vistas a proporcionar o exercício da cidadania e turistica cultura gospel, fomentando as manifestações por meio da música, coreografia, orquestras, danças, literatura, gastronomia, artesanato e turismo religioso, com ampla participação popular.
O projeto buscou parcerias governamentais e empresariais, cujo custo total foi estimado em R$ 470 mil. O Ciclo Histórico Cultural Gospel do Amapá foi programado para ocorrer nos meses de novembro e dezembro de 2023.
O diretor presidente do IBRAF, João Cleiton Dias de Melo, disse que o objetivo geral do projeto é “oferecer uma programação cultural turística e religiosa gospel mediante a apresentação de diversas manifestações culturais e artes integradas, incentivando a participação de talentos jovens na área da música e coreografia gospel, além de apresentar ações socioculturais gospels, e promover palestras voltadas à cultura religiosa gospel”.
Visa promover ainda, através do empreendedorismo, feiras gastronômicas da culinária local; prestigiar o artesanato gospel e o turismo religioso com o trânsito de pessoas do interior para a capital, dentre outras ações.
OS EIXOS DE EXECUÇÃO
O projeto foi elaborado para ser executado em três eixos específicos:
O primeiro eixo de atuação beneficia toda a cadeia produtiva de organizações culturais e artistas gospels dos municípios de Laranjal do Jari e Vitória do Jari, com previsão de atender diretamente mais de 1.200 artistas, e, indiretamente, mais de 750 pessoas.
O segundo eixo atende às produções culturais e artistas dos municípios de Macapá (sede do projeto), Santana, Mazagão, Porto Grande, Cutias, Ferreira Gomes, Pedra Branca do Amapari, Itaubal e Serra do Navio, atingindo mais de 1.500, diretamente, e outras 2 mil pessoas indiretamente.
Já no terceiro eixo de atuação do projeto beneficia a cadeia produtiva e as organizações culturais e artistas de Amapá (cidade sede), Tartarugalzinho, Pracuúba, Calçoene e Oiapoque, com mais de 500 artistas beneficiados diretamente, e, indiretamente, cerca de mil pessoas.
Segundo o presidente do IBRAF, no município sede de cada eixo o projeto implanta, dentro do parque em que ocorrerem as ações: palcos para os eventos, área destinada à gastronomia regional, parque de diversões, tendas para empreendedorismo local e mostras de artesanato, estrutura para Wortshop’s de danças, teatro, capoeira e hip-hop, além de estruturas para palestras.
“A produção, promoção e difusão de bens culturais constitui direito de todos os seguimentos da sociedade, que se caracteriza por ser plural em suas manifestações culturais, não sendo, portanto, direito de apenas alguns poucos grupos étnicos ou raciais”, justificou o presidente João Cleiton Dias.
DIREITO DE TODOS
“Ressalte-se que dentro da cultura gospel serão contempladas todas as faixas etárias e sociais, dando oportunidade a todos de participarem do processo cultural desse segmento social, desenvolvendo suas habilidades e talentos, o que contribui para o desenvolvimento humano e o fortalecimento da cidadania”, reforçou Dias.
A manifestação cultural gospel constitui um direito fundamental do povo brasileiro, devendo o Estado garantir a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional e, assim, apoiar e incentivar a valorização e a difusão das manifestações culturais de modo geral, conforme determina o Art. 215 da Constituição Federal de 1988.
Segundo do IBGE, citando dados referentes ao Censo de 2022, 64% dos amapaenses são católicos romanos, 28% são evangélicos (protestantes) e 6% não professam nenhuma religião. Os demais credos, somados, totalizam 2% da população.
Em números absolutos, a Igreja Católica possui 425.459 fiéis no município de Macapá. A Diocese da capital é uma circunscrição eclesiástica da Igreja Católica no estado do Amapá, pertencente à Província Eclesiástica de Belém do Pará e ao Conselho Episcopal Regional Norte II, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, sendo ligada à Arquidiocese de Belém (PA).
Dentre as igrejas evangélicas, a Assembleia de Deus destaca-se por ser a mais antiga (foi fundada no estado em 1917) e por ter o maior número de fiéis: 100.821 membros. Em seguida aparecem as igrejas Universal do Reino de Deus (com 10.101 membros), Igreja Adventista do Sétimo Dia (9.461 membros), Igreja Batista (6.679 membros), Igreja do Evangelho Quadrangular (6.468 membros), Igreja Pentecostal Deus é Amor (3.146 membros) e Igreja Presbiteriana (1.585 membros).
No Amapá, o Dia Estadual do Evangélico é comemorado anualmente em 30 de novembro.
Fonte: Comunicação/IBRAF.